Fernando de Noronha – Brasil

Fernando de Noronha – Brasil

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O Arquipélago de Fernando de Noronha, pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, é formado por vinte e uma ilhas, ocupando uma área de 26 km², tendo uma principal - a maior de todas e também chamada "Fernando de Noronha" -, como única ilha habitada. As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só [...]

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O Arquipélago de Fernando de Noronha, pertencente ao estado brasileiro de Pernambuco, é formado por vinte e uma ilhas, ocupando uma área de 26 km², tendo uma principal – a maior de todas e também chamada “Fernando de Noronha” -, como única ilha habitada. As demais estão contidas na área do Parque Nacional Marinho e são desabitadas, só podendo ser visitadas com licença oficial do IBAMA.

Na Ilha, se tem a sensação de estar fora do Brasil, são 17 km² à 545 km da costa onde vive uma população de apenas 3.012 habitantes e o turismo é desenvolvido de forma sustentável, criando a oportunidade do encontro equilibrado do homem com a natureza em um dos santuários ecológicos mais importantes do mundo.

Fernando de Noronha é também conhecida como o Havaí brasileiro, um destino famoso para surfistas e turistas em geral. Seu litoral recebe boas ondulações no verão, com água cristalina e quente, além de tubos para a esquerda e direita. É um destino inesquecível, que vai te deixar com gosto de quero mais!

Programe já dias maravilhosos de surf, mergulho e harmonia com a natureza. Uma viagem perfeita para surfar e desfrutar deste pedacinho de paraíso!

HISTÓRIA DA ILHA

Histórico – Conheça aqui um pouco mais sobre esse paraíso

Prepare-se para conhecer uma das mais belas paisagens brasileiras. Um arquipélago tropical, situado a 360km de Natal, que mistura todas as cores, ventos e sons. Rico na beleza, rico na história.

A ocupação de Fernando de Noronha é quase tão antiga quanto a do continente. Em decorrência da sua posição geográfica, o arquipélago foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo, registrada em carta náutica o ano de 1500 pelo cartógrafo espanhol Juan de La Cosa e em 1502 pelo português Alberto Cantino, neste com o nome “Quaresma”.

Sua descoberta, em 1503, é atribuida ao navegador Américo Vespúcio, participante da segunda expedição exploratória às costas brasileiras, comandada por Gonçalo Coelho e financiada pelo fidalgo português Fernão de Loronha, cristão novo, arrendatário de extração de Pau-Brasil.

“O paraíso é aqui”, disse Vespúcio quando abordou aquela ilha deserta em 10 de agosto de 1503, logo após o naufrágio da principal nau das seis que compunham a expedição. A carta que escreveu, a LETTERA, é o primeiro documento relativo à Ilha, a qual chamava de São Lourenço, fala de “infinitas águas e infinitas árvores; aves muito mansas, que vinham comer às mãos; um boníssimo parto que foi bom para toda a tripulação”. Em decorrência da descoberta, em 1504, foi doada a Fernão de Loronha, que havia financiado a expedição. Foi a primeira Capitania Herditária do Brasil, porém jamais ocupada pelo seu donatário.

Abandonada por mais de dois séculos e situada na rota das grandes navegações, foi abordada por muitos povos, sendo ocupada temporariamente no século XVII por holandeses (que a chamaram de “Pavônia”) e no século XVIII por franceses (que a rebatizaram de “Ile Delphine”).

Esse ponto vulnerável a invasões motivou a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações – “o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil” -,dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. A maioria desses fortes estão de pé ainda hoje e dos demais restam evidências arquitetônicas

Na mesma época, o Arquipélago transformava-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários a mão-de-obra que ergueu todo o patrimônio edificado e o sistema viárioque interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía até mesmo solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal posia se virar de lado. Por medida disciplinar, a fim de evitarem-se fugas e esconderijos de presos, desde essa época a vegetação original foi sendo derrubada, alterando o clima do arquipélago. Por essa razão, somente em alguns locais da ilha pode ser vista um pouco da cobertura vegetal original, como na Ponta da Sapata, na encosta do Morro do Pico e nos mirantes do Sancho, Baía dos Golfinhos e Praia do Leão.

Interesse Científico

Cientistas ilustres visitaram o arquipélago em diversas épocas, como o naturalista Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução das Espécies, em 1832. Todos foram atraídos pela sua grande biodiversidade e levantaram dados sobre o meio ambiente, descrevendo-o em trabalhos memoráveis. Também no século XIX, artistas como os franceses Debret e Laissaly registraram em tela a ocupação humana.

Período Militar

Em 1938 o Arquipélago foi cedido à União, para a instalação de um Presídio Político. Em 1942, durante a II Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar, juntamente com o Destacamento Misto de Guerra e a aliança com a Marinha norte-americana, que instalou na ilha uma Base de Apoio, com cerca de 300 homens. Nesse período, uma superpopulação de mais de 3.000 expedicionários condicionaram a construção de casas pré-moldadas, para abrigá-los. De 1942 a 1988, a ilha foi administrada por militares: Exército, até 1981; Aeronáutica, até 1986; e EMFA, até 1987. Ainda território federal passou para o MINTER, tendo o seu único Governador Civil. Nesse período, entre 1957 e 1965, houve uma nova presença americana, no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados.

Em 1988, por força da Constituinte, foi reintegrado ao Estado de Pernambuco, sendo hoje um Distrito Estadual. Também em 1988 foi criado o Parque Nacional Marinho, coexistindo, no espaço de 26km², o PARNAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental estadual. Em 13 de dezembro de 2001, a UNESCO considerou o arquipélago SÍTIO DO PATRIMÔNIO MUNDIAL NATURAL, tendo o diploma sido entregue em 27 de dezembro de 2002. Em 2003, completam-se 500 anos da entrada de Fernando de Noronha na história dos homens. 500 anos da sua primeira abordagem, de sua descrição, por um dos maiores navegadores da história, Américo Vespúcio.

Histórico da ilha

  • 1500– Aparece no planisfério de Juan de la Cosa.
  • 1502– Aparece no Mapa de Cantino com o nome “Quaresma”.
  • 1503– Descoberta por Américo Vespúcio, integrante da Expedição Exploratória, comandada por Gonçalo Coelho.
  • 1504– Doada, em forma de Capitania Hereditária, ao fidalgo português FERNAN (ou FERNÃO) de LORONHA, financiador da Expediçãode 1503.
  • 1505– Resgatados os últimos náufragos da expedição de 1503, por um navio que vinha da Normandia (de Binot Paulmier de Goneville).
  • 1534– Desembarque do viajante alemão Ulrich Schmidel, que lá permanece por alguns anos.
  • 1556– Abordada por franceses que vinham do Rio de Janeiro (Fr. André Thevet, companheiro de Villeigagnon).
  • 1558– Costeada por franceses que vinham do Rio de Janeiro (Jean de Lèry, companheiro de Villeigagnon).
  • 1577– Abordada pelo navegador inglês Francis Drake, que tentava conrrer o mundo.
  • 1612– Abordada, por 15 dias, pelos franceses que iam para o Maranhão. (Fr. Claude d’Abeville, companheiro de Daniel de la Touche, Senhor da la Ravardière).
  • 1619– Vigiada por uma expedição portuguesa, que desembarca na ilha e a descreve (Pedro de Castro).
  • 1626– Abordada por holandeses que lá param para se refrescar.
  • 1629/1654– Posse Holandesa, sob o comando de Carlizon Jal, o “Perna de Pau”.
  • 1700– Transferida a posse da Ilha para Pernambuco, que nada fez para ocupá-la.
  • 1736– Ocupada pelos franceses da Companhia das Índias Orientais, que nela se instalam por um ano (nome: “Isle Delphine” ou “Dauphine”).
  • 1737– Retomada por Pernambuco, Construção da Vila e do Sistema Fortificado. Início da Colônia Correcional
  • 1739– Desterrados para Fernando de Noronha todos os “ciganos” do Brasil, tido como “vadios”.
  • 1745– Passagem de Juan e Ulloa (espanhóis).
  • 1760– Visita de um navio sueco. Relato de Ekeberg.
  • 1816– Passagem da missão francesa. Debret pinta o Morro do Pico.
  • 1817– Rebelião de Pernambuco. Conseqüências para Fernando de Noronha: perda do que havia sido erguido e de todo o acervo, retirado por João de Barros Falcão de Lacerda.
  • 1819– Envio de índios das aldeias de Cimbres e Escada, para a prática da agricultura de Lacerda.
  • 1824– Somente neste ano sabe-se, em Fernando de Noronha, que o Brasil já era Independente de Portugal.
  • 1823/1827– Administrada pelo Ministério da Guerra.
  • 1832– Passagem do cientista Charles Darwin. Descrição da Ilha.
  • 1844– Desterrados em Noronha os revolucionários da Farroupilha.
  • 1877/1891– Administrada pelo Ministério da Justiça.
  • 1890– Desterrados para Fernando de Noronha todos os capoeiristas do Brasil, considerados “desordeiros”.
  • 1893– Instalam-se os Ingleses da “South American Cables Ltda.”.
  • 1914– Transfere-se a concessão de cabos submarinos para os franceses (Cabo Submarino Francês).
  • 1925– Instalam-se os italianos da Italcable (Cabo Submarino Italiano).
  • 1927– Instala-se a Cia. Generale Aeropostale, (antecessora da Air France).
  • 1930/1931– Operam em Fernando de Noronha aviões alemães e franceses, no Correio Aéreo Sul.
  • 1934– Constrói-se a 1ª Pista de Pouso de Fernando de Noronha, pelo Departamento de Aeronáutica Civil.
  • 1942
    • Instala-se em Noronha o destacamento Misto, para ações de Guerra (II Guerra Mundial). Instala-se uma base da Marinha Americana, próximo à Baía Sueste. É construída a segunda Pista de Pouso.
    • Criado o Território Federal de Fernando de Noronha
  • 1942 / 1981– Exército
  • 1981 / 1986– Aeronáutica
  • 1986 / 1987– EMFA
  • 1987 / 1988– MINTER
  • 1946– Criado, na ilha, um Destacamento da FAB, para controle de vôos e para serviços de meteorologia.
  • 1957/1965– Instalam-se os americanos no Posto de Observação de Mísseis Teleguiados, próximo ao Boldró.
  • 1988– Criado o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Reintegrado ao Estado de Pernambuco, tornando-se Distrito Estadual, comandado por um Administrador, indicado pelo Governador do Estado.
  • 1992– Inauguraçao da Pousada do Vale
  • 2001– Tombada pela UNESCO como “Sítio do Patrimônio Mundial Natural”, título entregue em 2002.
  • 2003– Comemorações dos 500 anos do “descobrimento” do Arquipélago de Fernando de Noronha.

Não é preciso dizer, que além do surf, Fernando de Noronha é uma paraíso de praias e visuais que devem ser visitados e admirados.

Assim, seguem algumas dicas de paradas obrigatórias:

Mirante da praia do Sancho: Considerada por muitos, como a praia mais bonita de Noronha, conta com um mirante para tirar foto da areia dourada, banhada por água cristalina.

Mergulho pela ilha: Noronha é considerado um doa melhores pontos do Brasil para fazer mergulho, e conta com uma rica fauna marinha, águas mornas e de ótima visibilidade. Para os iniciantes o ideal é fazer o batismo (primeiro mergulho acompanhado de um instrutor) para aproveitar o visual, além de nadar com tartarugas, arraias e peixes coloridos e variados.

– Mirante da baía dos golfinhos: Para quem gosta de fazer trilha, o mirante é parada obrigatória, não é necessário guia, pois é somente 1km. Leve binóculos para curtir o visual e os golfinho-rotadores que são um show de saltos.

– Baía dos golfinhos: Para ver os golfinhos de perto é necessário fazer um passeio de barco, eles costumam acompanhar e embarcação e dão um show aos turistas.

Praia do Atalaia: praia paradisíaca que forma uma piscina natural onde é possível admirar a fauna marinha, contudo o Instituto Chico Mendes controla o acesso de visitantes, que só podem entrar lá acompanhados de um guia credenciado.

Praia do leão: outra bela praia que possui um formato que lembra um leão-marinho. Perfeita para fazer um passeio sossegado, já que a praia não possui infra estrutura, então leve água e lanche.

Vista do Forte de Nossa Senhora dos Remédios: Leve a câmera para fazer fotos na frente da pequenina Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, do Palácio São Miguel e, principalmente, da vista das praias do Meio e da Conceição, com o Morro do Pico ao fundo.

– Passeios de buggy: No seu primeiro dia na ilha, é altamente recomendável fazer o tour com buggy, passeio que dura o dia todo e passa rapidamente pelos principais pontos de Noronha. O tour termina no mirante do Boldró, onde geralmente é possível apreciar um belo pôr de sol.

– Praia baía dos porcos: com apenas 100 metros de extensão, esta praia é famosa bela beleza e pelas piscinas naturais. Leve o snorkel e tome cuidado com as pedras escorregadias. O mirante proporciona uma foto clássica com o Morro Dois Irmãos ao fundo.

– Praia da conceição: Praia com bar pé na areia chamado Duda Rei. Perfeito para tomar aquela cervejinha enquanto avista o Morro do Pico, para fazer uma caminhada pela extensa faixa de areia e, se a maré estiver baixa, explorar as piscinas naturais que se formam no lado direito da praia.

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Praias e ondas:

  • Cacimba do Padre: melhores ondas de Noronha, com esquerdas disputadas e boas direitas tubulares. Quando entra swell, a onda vem quebrando na Laje da Cacimba no estilo “Banzai”, em Pipeline que entra na bancada, abre uma parede pra esquerda e um tubo grande.

Nível: Avançado

  • Abras: Point break de esquerdas manobráveis e clássicas com fundo de pedra. Mais surfada quando o swell está bem grande na Cacimba do Padre.  É um pouco difícil a entrada no mar mas a recompensa vale a pena.

Nível: Intermediário / Avançado

  • Rurus: Onda localizada ao lado do Abras, é uma a direita um pouco mais difícil de quebrar, mas quando o swell entra a onda é manobrável e longa.

Nível: Intermediário

  • Laje do Bode:  tubular famosa com o visual do Morro Dois Irmãos. Rola direitas e esquerdas também.

Nível:  Avançado

  • Boldró: Onda forte e rápida com fundo de pedra, rola esquerdas e direitas, mas sua direita que quebra quando o mar fica maior é a mais surfada.

Nível: Intermediário / Avançado

  • Praia da Conceição:Altas ondas para os dois lados com fundo de areia. Boa opção para fugir do crowd da Cacimba.

 Nível: Intermediário

  •  Cachorro: direita manobravél e divertida.

 Nível: Intermediário

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